Bem-vindo a Siena! Neste guia informal, vamos descobrir o que ver em quatro dias em Siena e nos seus esplêndidos arredores, tendo como base o Hotel Minerva em Siena. O Hotel Minerva, situado dentro das antigas muralhas perto de Porta Camollia e da Fortaleza Médici, é uma excelente base logística: a apenas 10 minutos a pé da Piazza del Campo, também oferece estacionamento privado (pago) mesmo fora da ZTL – perfeito para quem chega de carro.








O nosso itinerário é pensado para viajantes variados – famílias com crianças, casais em busca de romantismo, viajantes solos, estudantes e trabalhadores – e equilibra cultura, relaxamento e diversão. Cada dia terá um tema diferente:
- Dia 1: exploração do centro histórico de Siena a pé (as atrações imperdíveis como a Piazza del Campo, o Duomo, a Torre del Mangia, o Santuário de Santa Catarina, etc.).
- Dia 2: cantos menos conhecidos e atividades relaxantes na cidade (do Jardim Botânico à Fortaleza Médici, passando por museus pouco frequentados e agradáveis passeios no verde).
- Dia 3: excursão a uma aldeia medieval da província de Siena – escolhemos a magnífica San Gimignano (conhecida pelas suas torres), com possibilidade de incluir uma paragem em Monteriggioni.
- Dia 4: passeio fora da cidade pelas colinas toscanas: propomos o mágico Val d’Orcia (Património da UNESCO desde 2004, com Pienza, Bagno Vignoni, Montalcino) – em alternativa, para os amantes do vinho, um tour no Chianti Classico (ex. Radda in Chianti e arredores).
Cada dia é acompanhado de uma tabela resumida com informações práticas: distâncias, tempos de visita, custos, acessibilidade e transportes. Encontrarão também uma seção de FAQ com respostas às perguntas mais comuns sobre transportes, reservas, horários, refeições, crianças, estacionamento, etc., valiosas dicas de onde comer comida típica gastando pouco, e conselhos específicos para famílias, casais, solteiros, estudantes e trabalhadores. O tom será acolhedor, amigável e prático, como o de um amigo local que vos acompanha na descoberta de Siena. Preparados para partir? Vamos lá! 🙂
Dia 1: Siena clássica – o centro histórico a pé
Manhã: Do vosso alojamento no Hotel Minerva, cheguem em poucos minutos a pé ao coração de Siena. Comecem pela basilica de San Domenico, imponente igreja gótica famosa por guardar as relíquias de Santa Catarina (a cabeça e um dedo da padroeira de Siena). A entrada é gratuita e a visita é comovente, especialmente para quem aprecia a história dos santos sienenses. De seguida, continuem em direção ao próximo Santuário de Santa Catarina, casa natal da santa, composto por galerias e capelas: um lugar recolhido onde se respira uma atmosfera mística. O acesso ao santuário é livre; preparem-se apenas para alguns degraus para descer ao pátio medieval.
Daqui, percam-se entre as ruelas em direção à Piazza del Campo, a praça principal em forma de concha, símbolo de Siena e palco do famoso Palio. A Piazza del Campo deixará-vos boquiabertos com a sua harmonia medieval e a Torre del Mangia que se eleva elegantemente sobre o Palazzo Pubblico. Podem sentar-se nos tijolos vermelhos do “Campo” junto dos sienenses, talvez desfrutando de um pequeno-almoço de saco ou de um café. Admirem a Fonte Gaia, a fonte (cópia) adornada com esculturas – a original de Jacopo della Quercia está no museu próximo de Santa Maria della Scala. Subam à Torre del Mangia se assim o desejarem: a torre cívica de 87 m de altura oferece uma vista deslumbrante da cidade e do campo, compensando o esforço dos seus cerca de 400 degraus estreitos (não há elevador). Tenham em atenção que a subida é limitada (máx. 25 pessoas a cada 45 minutos) e o bilhete não é reservável antecipadamente, por isso vão logo à abertura para evitar fila. A entrada custa cerca de 10 € (gratuita para menores de 11 anos). No topo, o tempo de permanência é limitado (~30 minutos), mas suficiente para fotos e vistas a 360° sobre Siena e as colinas. Quem prefere ficar no chão pode visitar o Museu Cívico dentro do Palazzo Pubblico (frescos famosos como o Bom Governo de Ambrogio Lorenzetti) ou saborear um cappuccino nas mesas da praça.
Piazza del Campo, a praça em forma de concha de Siena dominada pelo Palazzo Pubblico e pela Torre del Mangia, coração pulsante da cidade. É aqui que se realiza o Palio (a famosa corrida de cavalos) duas vezes por ano e vários eventos culturais.
Pausa para almoço: Para o almoço, podem experimentar uma trattoria típica a dois passos da Piazza del Campo. Uma excelente escolha é a Osteria Permalico, restaurante rústico amado pelos estudantes, onde provar os pici all’aglione ou uma sopa ribollita a preços honestos. Em alternativa, a Antica Trattoria Papei (na Piazza del Mercato, atrás do Palazzo Pubblico) oferece especialidades sienenses como a pappa al pomodoro e javali estufado, com mesas ao ar livre e uma atmosfera genuína. Para um almoço rápido, comprem uma focaccia recheada na Il Panino Tondo ou uma tábua de enchidos e pecorino na La Prosciutteria e desfrutem nos bancos com vista para a praça. Não se esqueçam da sobremesa: a Gelateria La Costarella (logo acima da Piazza del Campo) tem ótimos gelados artesanais – provem os sabores panforte ou ricciarelli inspirados nos doces sienenses!
Tarde: Depois de comer, dirijam-se para a magnífica Catedral de Santa Maria Assunta (o Duomo de Siena). A fachada em mármore branco e preto já vos encantará desde o exterior. Lá dentro esperam-vos tesouros: o pavimento em mármore trabalhado (descoberto apenas em certas épocas do ano), a Biblioteca Piccolomini afrescada por Pinturicchio, esculturas de Miguel Ângelo e o púlpito de Nicola Pisano. A entrada individual na Catedral custa cerca de 8 €; contudo, aconselhamos o bilhete combinado OPA Si Pass que inclui Duomo, Biblioteca, Museu da Obra, Cripta e Batistério – válido por 3 dias – por cerca de 22 € (reduzido ~7 € para crianças de 7-11 anos, gratuito para menores de 6 anos). O Duomo é parcialmente acessível: há uma rampa no lado esquerdo para entrar na igreja, enquanto, infelizmente, o Museu, a Cripta e o Batistério não têm acessos facilitados para pessoas com deficiência. Lá dentro, há pessoal que regula os fluxos; vistam-se de forma apropriada (ombros cobertos) sendo um lugar sagrado. Reservem cerca de uma hora para a visita completa. Se tiverem energias, subam também ao Facciatone (a vista da parede inacabada do “Duomo Nuovo”) incluído no bilhete – há escadas estreitas, mas a vista sobre os telhados é deslumbrante.
Saindo do Duomo, podem dar uma olhada ao lado oposto da Piazza Duomo: ali encontra-se Santa Maria della Scala, antigo hospital hoje museu. Se o tempo o permitir e vos interessar a história, vale uma visita: o complexo museológico é enorme (mais de 1 km de salas!), com frescos do século XV (Sala do Pellegrinaio), vestígios etruscos e a comovente história do hospital dos peregrinos. O bilhete é de 9 € inteiros, 8 € reduzido, grátis para crianças até 11 anos. Santa Maria é totalmente acessível com elevadores, ótimo para quem tem carrinhos de bebé ou cadeiras de rodas. Contudo, dada a fadiga que pode surgir, podem também deixar este museu para o Dia 2 (opcional) e conceder-se um final de tarde mais leve.
Noite: Concluam o dia regressando tranquilamente ao Hotel Minerva (em cerca de 15 minutos a pé da zona do Duomo/Piazza del Campo). Ao longo do caminho, podem parar para um aperitivo na Piazza Salimbeni (sede do Monte dei Paschi) ou na Piazza del Campo em si: um copo de Chianti ao pôr do sol nas mesas ao ar livre vos proporcionará um momento mágico. Para o jantar, se ainda tiverem fome após o aperitivo, experimentem uma pizzaria informal como Il Pomodorino (com uma vista de cortar a respiração sobre a cidade) ou então a Taverna di San Giuseppe para um jantar toscano mais refinado numa antiga adega (melhor reservar). Em alternativa, permanecendo perto do hotel, o Ristorante La Diana na Via Garibaldi oferece pratos típicos e pizza com comodidade. Boa noite – amanhã será um dia mais relaxante depois das muitas maravilhas vistas hoje!
Resumo Dia 1 – Siena Centro Histórico (tudo a pé, partida e regresso ao Hotel Minerva)
| Atração | Distância do Hotel Minerva | Duração da visita (aprox.) | Custo de entrada | Acessibilidade | Transportes |
|---|---|---|---|---|---|
| Basílica de San Domenico | 500 m (5-10 min a pé) | 20-30 min | Grátis | Sim (acesso plano) | A pé |
| Santuário Casa de S. Catarina | 800 m (10-12 min a pé) | 15-20 min | Grátis | Parcial (escadas) | A pé |
| Piazza del Campo | 900 m (12-15 min a pé) | 30-60 min (passeio) | Grátis | Sim (praça plana) | A pé |
| Torre del Mangia | na Piazza del Campo | 30 min (subida) | ~10 € inteira (grátis <11) | Não (400 deg-raus estreitos) | – |
| Museu Cívico (Palazzo Pubblico) | na Piazza del Campo | 45 min – 1 hora | 10 € inteira (combinado Museu+Torre 15 €) | Não (escadas internas) | – |
| Duomo de Siena (Catedral) | 1,3 km (20 min a pé) | 45-60 min | 8 € apenas Duomo OPA Pass ~22 € Red. crianças 7 € (7-11 anos), <6 grátis | Parcial: rampa para entrada na igreja; não há acesso ao museu/cripta | – |
| Santa Maria della Scala (museu) | 1,3 km (em frente ao Duomo) | 1 – 1,5 h | 9 € inteira 8 € reduzido (11-19 anos, mais de 65) | Sim: totalmente acessível (elevadores) | – |
Dia 2: Siena escondida e relaxante (hortas, fortalezas e museus menores)
Depois dos “hits” do centro histórico, o segundo dia é dedicado a uma Siena mais tranquila, feita de cantos verdes, vistas panorâmicas e pequenas joias muitas vezes ignoradas pelo turismo de massa. Este itinerário é perfeito para relaxar um pouco, talvez depois da imersão artística do dia anterior.
Manhã: Comecem pelo sugestivo Orto Botanico di Siena, um jardim histórico fundado pela Universidade em 1784, escondido num vale verde entre Porta Tufi e Porta San Marco. Do vosso hotel, podem alcançá-lo com uma caminhada de cerca de 20 minutos atravessando o centro. O Jardim Botânico é um oásis de paz com 2,5 hectares de plantas de todos os tipos, desde cactos a plantas medicinais, com caminhos tortuosos, pequenas grutas e tanques de água. Aqui os pássaros cantam e parece que estamos no campo, estando a poucos passos do Duomo! A entrada custa 5 € inteira (reduzido especial 2,50 € para estudantes e maiores de 65, grátis para menores de 11). Para entrar, passa-se pelo próximo Museu de História Natural da Academia dos Fisiocritici (na Piazzetta Silvio Gigli): dêem também uma olhada dentro, onde frequentemente estão expostos fósseis, esqueletos de animais e curiosidades científicas – entrada livre. O Jardim Botânico tem alguns caminhos em declive e gravilha, portanto acessibilidade parcial (é melhor levar um porte-bebé do que o carrinho em certos pontos). Desfrutem da caminhada entre as estufas e as árvores centenárias; sentem-se num banco à sombra a contemplar Siena a espreitar entre os ramos – um verdadeiro revigorante.
Terminada a visita ao Jardim, podem atravessar Porta Tufi por um breve trecho fora das muralhas e depois entrar novamente por Porta Giustizia: encontrarão um lugar encantador, o Orto de’ Pecci. Trata-se de uma grande zona verde sob a Piazza del Campo (verão de cima com a Torre del Mangia ao longe) que em tempos foi a horta de um antigo convento e também a horta de um manicómio – hoje é um parque urbano e quinta pedagógica. Aqui podem encontrar burrinhos, cabras, pavões e outros animais criados pela cooperativa social que gere a horta. As crianças adoram este lugar para correr nos prados e ver os animais de perto! A entrada é livre (cães permitidos com trela). Almocem no Orto de’ Pecci mesmo: há um restaurante com pizzaria imerso no verde que serve pratos caseiros a preços módicos (muitos ingredientes provêm da própria horta). Imaginem saborear um prato de pici cacio e pepe ao ar livre, com vista para a Torre del Mangia erguendo-se entre as árvores – inesquecível! Em alternativa, podem fazer um piquenique: comprem pão fresco, queijo pecorino de Pienza e enchidos toscanos numa mercearia no centro antes de descer ao Orto de’ Pecci, e depois comam na relva (há também mesas de piquenique). Um almoço lento no meio da natureza, a apenas 200 metros em linha recta da Piazza del Campo.
Tarde: Após o almoço e um pouco de relax nos prados, subam com calma em direção ao centro (há um caminho em subida que vos traz de volta perto da Piazza del Mercato). Daqui, podem dirigir-se à Fortaleza Médici de Siena, no lado oposto da cidade (zona San Prospero). O passeio dura cerca de 20 minutos atravessando o centro ou, se estiverem cansados, podem apanhar um autocarro urbano desde o centro (ex. Linha 3 da Piazza Indipendenza em direção a “Stadio/Fortezza”). A Fortaleza Médici é uma fortaleza maciça de tijolos construída no século XVI pelos Médici; hoje está aberta ao público 24/7 gratuitamente e acolhe jardins, avenidas para passear e espaços para eventos. Subam aos bastiões para admirar o panorama: de um lado, a vista abrange o centro histórico com o Duomo e a Torre del Mangia; do outro, o olhar estende-se sobre as colinas do Chianti e sobre o perfil distante do Monte Amiata em dias claros. Nas muralhas da Fortaleza encontrarão frequentemente corredores e famílias a passear; há também um parque infantil para crianças nos jardins adjacentes e amplos espaços perfeitos para deixá-las correr em liberdade. No interior de um dos bastiões está sediada a Enoteca Italiana, uma instituição dedicada ao vinho italiano, com uma enorme seleção de garrafas nas sugestivas “grutas” de tijolos (neste momento a enoteca está aberta com horários variáveis – se encontrarem aberta, podem degustar um copo de Chianti ou Brunello no local!). No verão, a Fortaleza acolhe concertos e cinema ao ar livre, enquanto todo o ano podem simplesmente desfrutar da paz do lugar: sentem-se no muro, peguem um gelado no quiosque (se disponível) e observem a vida local.
Após a volta pelas muralhas, se tiverem vontade de um pouco de cultura “menor”, podem visitar um museu menos frequentado. Duas opções: a Pinacoteca Nazionale di Siena (no centro, a 10 minutos da Fortaleza) ou o Museu da Água (Fonte de Pescaia) se vos curiosa o antigo sistema hídrico sienense. A Pinacoteca Nacional fica num elegante palácio nobre e alberga a mais rica coleção de pintura sienense medieval e renascentista do mundo (obras de Duccio, Simone Martini, Lorenzetti, Sano di Pietro…). É um must para os amantes da arte: admirarão os fundos dourados do Trecento e compreenderão a evolução da Escola Sienense. O museu é tranquilo e raramente lotado – quase um luxo depois da multidão no Duomo! Bilhete económico, apenas 6 € inteira e 2 € reduzido (jovens 18-25 UE); fechado à terça-feira e aberto nos outros dias até às 19:00. Boa acessibilidade graças ao elevador interno e serviços equipados. Se preferirem algo diferente, o Museu da Água (dentro da Fonte trecento de Pescaia, a 15 min a pé das muralhas) oferece um percurso interativo sobre a história do abastecimento de água de Siena, das fontes medievais aos “bottini” (os aquedutos subterrâneos). É muito instrutivo, especialmente para os jovens, e organiza frequentemente visitas guiadas nos túneis (para estas porém é preciso reservar com antecedência).
Fechem a tarde com um passeio sem rumo pelas ruelas dos bairros menos turísticos: por exemplo, explorem a zona de Via di Camollia (a entrada “humilde” tradicional de Siena, contraposta à Porta Romana considerada a entrada “nobre”). A Via Camollia está repleta de lojinhas, enotecas e oferece vislumbres de vida local longe da azáfama do Campo. Ou façam uma visita à Piazza Salimbeni e à Piazza Tolomei, elegantes praças onde os sienenses tomam aperitivo. Podem também visitar rapidamente a Sinagoga de Siena no vicolo delle Scotte, se estiver aberta: é uma das mais antigas de Itália (1756) e testemunha a importante comunidade judaica sienense – a visita dura apenas meia hora.
Noite: Para a última noite em Siena (amanhã vamos sair da cidade!), concedam-se um jantar típico e relaxado. Perto do Hotel Minerva há trattorias como a Osteria il Vinaio di Bobbe e Davide (na Via dei Rossi) com ótimos pici feitos em casa e vinho da casa à vontade. Se estiverem ainda no centro, a Osteria Il Gatto na Via San Marco é outra pérola pouco turística, também amada pelos estudantes, onde provar pappardelle al cinghiale ou trippa alla sienese sem esvaziar a carteira. Depois do jantar, uma caminhada digestiva é obrigatória: desfrutem de Siena à noite, com os monumentos iluminados e as ruas silenciosas. A Piazza del Campo à noite é mágica – talvez brindem às férias com um último gelado ou um amaro. Depois, todos a dormir cedo, pois amanhã partimos para explorar a província!
Resumo Dia 2 – Siena “secreta” e relax (tudo a pé, salvo breves trajetos de autocarro facultativos)
| Atração / Atividade | Distância do Hotel Minerva | Duração (aprox.) | Custo de entrada | Acessibilidade | Transportes |
|---|---|---|---|---|---|
| Orto Botanico (jardim histórico) | 1,5 km (20 min a pé) | 1 hora | 5 € inteiro 2,50 € estudantes/mais de 65 Grátis <11 | Parcial (caminhos em terra, declives) | A pé |
| Museu de História Natural (Fisiocritici) | 1,5 km (entrada do Jardim Botânico) | 30 min (opcional) | Grátis | Sim (entrada ao nível da rua) | A pé |
| Orto de’ Pecci (parque urbano) | 1 km (15 min a pé do Duomo) | 1-2 h (com almoço) | Parque gratuito (restaurante à la carte) | Sim (grandes áreas verdes planas) | A pé |
| Fortaleza Médici (passeio panorâmico) | 1 km (15 min a pé do Minerva) 2 km (25 min da Piazza del Campo) | 1 hora | Grátis (aberta 24h) | Sim (rampas e avenidas largas) | A pé / Autocarro urbano (*) |
| Enoteca Italiana (na Fortaleza) | – | 30 min (degustação) | Degustações desde ~5-10 € por copo | Sim (acesso pelo pátio) | – |
| Pinacoteca Nacional (museu de arte) | 1 km (15 min a pé da Fortaleza) | 1 hora | 6 € inteiro 2 € reduzido (18-25) | Sim (elevador presente) | A pé |
| Museu da Água (Fonte Pescaia) | 1,4 km (20 min a pé) | 45 min | ~5 € (visita padrão) | Parcial (alguns degraus) | A pé |
| Sinagoga de Siena (se aberta) | 800 m (10 min a pé) | 30 min | ~5 € (guia incluído) | Não (edifício histórico com escadas) | A pé |
() Autocarro urbano para a Fortaleza: ex. Linha 3 do centro para “Stadio-Fortezza” (bilhete urbano 1,50 €), útil na subida.
Dia 3: Aldeias medievais – excursão a San Gimignano (e Monteriggioni)
No terceiro dia, deixamos a cidade para explorar os arredores de Siena, ricos em aldeias históricas de conto de fadas. Hoje levamo-vos a San Gimignano, a “cidade das belas torres”, uma das aldeias medievais mais famosas do mundo (Património da UNESCO desde 1990). Preparem-se para passear entre torres altaneiras e panoramas deslumbrantes sobre as colinas toscanas. Partida de manhã do Hotel Minerva: podem escolher ir de carro (40 km, cerca de 50 minutos de viagem) ou com os transportes públicos. De autocarro, dirijam-se à estação de autocarros na Piazza Gramsci (10 min a pé do hotel) e apanhem a Linha 130 (Autolinee Toscane) para San Gimignano via Poggibonsi: o trajeto dura cerca de 1 h 15 e custa alguns euros. Verifiquem os horários antecipadamente (geralmente há um autocarro por hora de manhã).
Manhã em San Gimignano: Chegados a San Gimignano, parecerá voltar atrás no tempo. Esta aldeia, cercada por muralhas do século XIV, preserva 14 torres medievais que criam uma silhueta única (noutros tempos as torres eram 72!). Do estacionamento (se vierem de carro) ou da paragem de autocarro, entrem no centro pela Porta San Giovanni. Percorram a rua principal admirando as lojas artesanais e as antigas casas de pedra, até chegar à esplêndida Piazza della Cisterna, de forma triangular, pavimentada com tijolos e contornada por torres. No centro há um poço medieval (daí o nome “cisterna”) – um local perfeito para se sentar e desfrutar de um gelado. E falando de gelado: aqui encontrarão a Gelateria Dondoli, famosa por ter vencido campeonatos mundiais de gelados (esperem fila, mas vale a pena – provem sabores particulares como açafrão e pinhões, homenagem aos produtos locais!).
Ao lado abre-se a Piazza del Duomo, o coração espiritual e político da aldeia, sobre a qual se ergue a Colegiada (o Duomo) e o Palazzo Comunale com a torre mais alta. Visitem a Colegiada de Santa Maria Assunta, uma igreja românica de aspecto sóbrio mas que guarda no interior um tesouro de frescos do século XIV representando cenas do Antigo e do Novo Testamento (obras da Escola Sienense e Florentina). É como entrar numa “Bíblia ilustrada” medieval à escala natural! A entrada na Colegiada custa cerca de 5 € inteiro, 3 € reduzido e inclui também o adjacente Museu de Arte Sacra. As crianças até 6 anos não pagam. A igreja é acessível (piso térreo, eventualmente uma pequena rampa para entrar). À saída, podem subir à vizinha Torre Grossa, a mais alta de San Gimignano (54 m): a subida (218 degraus) é menos íngreme do que a da Torre del Mangia e, no topo, a vista sobre as torres irmãs e a paisagem circundante é impagável. Bilhete 10 € (reduzido 8 €), comprável no Palazzo Comunale; incluído no San Gimignano Pass juntamente com Duomo e museus cívicos (~13 € por tudo). Também aqui, sem elevador – escadas de pedra e madeira, portanto não acessível a quem tem dificuldades motoras.
As torres medievais de San Gimignano elevam-se sobre a aldeia como arranha-céus antigos. Outrora símbolo do poder das famílias mercantes, hoje criam uma paisagem única no mundo, que valeu a San Gimignano o título de Património da UNESCO.
Terminada a visita cultural, explorem livremente as ruelas de San Gimignano: sigam a Via San Matteo e a Via San Giovanni, investiguem nas lojas de cerâmica, alabastro e produtos típicos (o açafrão de San Gimignano e o vinho branco Vernaccia são os must locais!). Para o almoço, escolham um dos muitos restaurantes com vista. Uma sugestão: Le Vecchie Mura, restaurante nas muralhas com terraço panorâmico, onde podem saborear uma panzanella ou uns pici com as colinas toscanas sob os olhos. Ou optem por um almoço street-food medieval: a Porchetta ou os sanduíches com finocchiona (salame com funcho) vendidos nas talhos do centro, acompanhados talvez por um copo de Vernaccia ao voo.
Tarde: Se vos sobrarem algumas horas, podem completar o passeio por San Gimignano visitando um dos pequenos museus: por exemplo, o Museu da Tortura (para quem tem gostos peculiares, uma coleção de instrumentos de tortura medievais) ou o mais leve Museu do Vinho Vernaccia (fora da Porta San Giovanni, com possibilidade de degustações). Em alternativa, façam um passeio panorâmico até à Rocca di Montestaffoli, a fortaleza semi-destruída no topo da aldeia: é um parque público e das suas muralhas desfruta-se de outra vista maravilhosa sobre as torres e os vinhedos. Ótimo lugar para tirar fotos de recordação! Antes de partir, não esqueçam de comprar alguns souvenirs gastronómicos: uma garrafa de Vernaccia di San Gimignano DOCG (vinho branco local) ou frasquinhos de açafrão puríssimo cultivado aqui.
Ao fim da tarde, retornem a Siena. De autocarro: verifiquem o horário da última partida (geralmente por volta das 18:00). De carro: têm a liberdade de fazer um desvio para mais uma pérola. Ao longo da estrada Siena-San Gimignano fica Monteriggioni, uma pequena aldeia fortificada que parece saída de um livro de contos. Se tiverem tempo, parem em Monteriggioni para uma breve visita (1 hora basta, dado que a aldeia é realmente pequena). Estacionem aos pés das muralhas e entrem pela Porta Franca: encontrarão a única rua da aldeia, com casas de pedra e a atmosfera de um povoado parado em 1200. Dêem uma volta pela praça com o poço, dêem uma olhada na igrejinha de Santa Maria Assunta e, sobretudo, subam aos caminhos de ronda das muralhas: dois trechos de passeio pelas antigas muralhas, de onde se admira as colinas e as 14 torres que pontuam a cinta. O acesso aos caminhos e ao pequeno Museu das Armaduras custa 5 € inteiro, 3,50 € reduzido (gratuito <7 anos). Monteriggioni fascina adultos e crianças (talvez encontrem personagens em traje se calharem nas festas medievais de verão). Passear pelas muralhas fará compreender porque Dante o citou no Inferno comparando as torres a gigantes! Após algumas fotos panorâmicas e talvez um café no Bar delle Mura, retomem o caminho para Siena (de Monteriggioni, Siena dista apenas 15 km, cerca de vinte minutos de carro).
Noite: Chegando a Siena, jantem e relaxem. Depois do passeio, podem jantar diretamente no hotel (se o Hotel Minerva tiver serviço de restaurante) ou tentar um local na zona da estação/Piazza Matteotti. Por exemplo, o Ristorante Il Vapore perto da Piazza Matteotti propõe cozinha toscana caseira, ou o Il Biondo na Via Camollia para uma suculenta bistecca alla fiorentina. Se, regressando de San Gimignano, passarem por Colle di Val d’Elsa, podem jantar lá para mudar de cenário – Colle Alta tem restaurantes íntimos sob as abóbadas medievais (como a Officina della Cucina Popolare). Em qualquer caso, brindem ao belo dia passado talvez com um copo de Vernaccia comprado em San Gimignano. Descansem bem: amanhã espera-vos a última excursão, entre colinas de cartão postal e aldeias de sonho!
Resumo Dia 3 – Excursão a San Gimignano (com paragem em Monteriggioni)
| Paragem / Local | Distância de Siena | Duração da visita | Custo de entrada (principais) | Acessibilidade | Transportes desde Siena |
|---|---|---|---|---|---|
| San Gimignano (aldeia medieval) | ~40 km (50-60 min de carro; 1h15 de autocarro) | 1 dia (ou 5-6 h) | Aldeia livre (entrada gratuita)Torres e Duomo à parte | Parcial (ruas pavimentadas e subidas) | Carro (estacionamento pago) Autocarro linha 130 |
| Colegiada (Duomo San Gimignano) | – (no centro da aldeia) | 30 min | 5 € inteira 3 € reduzido (6-17 anos) Grátis <6 anos | Sim (entrada ao nível do chão) | – (a pé na aldeia) |
| Torre Grossa (torre principal) | – (Palazzo Comunale) | 20-30 min (subida) | 10 € inteiro 8 € reduzido | Não (218 degraus, sem elevador) | – |
| Museus Cívicos (Pinacoteca, etc.) | – | 30-45 min (cada) | Pass combinado Duomo + Museus 13 € | Parcial (palácio histórico, sem elevador) | – |
| Monteriggioni (aldeia opcional) | 15 km (15-20 min de carro)não servida diretamente por autocarro de SG | 1-2 h (breve paragem) | Aldeia livre Caminhos de ronda + Museu 5 € | Parcial (ruelas empedradas, sem acesso a pessoas com deficiência nas muralhas) | Carro (saída Raccordo Firenze-Siena “Monteriggioni”) Autocarro (linha Siena–Monteriggioni, ex. 130/A até Castellina Scalo + vaivém) |
Dia 4: Colinas toscanas – Val d’Orcia (Pienza, Bagno Vignoni, Montalcino)
O último dia leva-vos à descoberta das cartões-postais vivos da Toscana: as suaves colinas do Val d’Orcia e do Chianti. Escolhemos um itinerário no Val d’Orcia, a sul de Siena, terra de paisagens deslumbrantes, vinhos de prestígio e aldeias renascentistas. Preparem a câmara fotográfica: esperam-vos ciprestes solitários em colinas douradas, estradas de terra onduladas e aldeias de sonho, que juntas compõem um sítio UNESCO desde 2004.
Nota: Para desfrutar plenamente deste dia, é recomendável ter carro (ou participar numa excursão organizada), pois os destinos do Val d’Orcia são mal servidos por transportes públicos. Se não tiverem carro, considerem alugar um por um dia ou aderir a uma visita guiada desde Siena (muitas agências oferecem day-trip para o Val d’Orcia). Em alternativa, podem optar pelo Chianti, que é um pouco mais acessível também de autocarro, mas mais adiante encontram algumas dicas sobre esta variante.
Manhã: Saída cedo do Hotel Minerva após um bom pequeno-almoço. Tomem a superstrada Siena-Bettolle em direção ao sul e saiam em Pienza/San Quirico (o percurso Siena–Pienza é de ~55 km, cerca de 1 hora). A primeira etapa é Pienza, a “cidade ideal” do Renascimento desejada pelo Papa Pio II Piccolomini, um raro exemplo de urbanismo utópico realizado. Estacionem logo fora do centro histórico (há vários estacionamentos pagos sinalizados). Entrem a pé pela Porta al Murello: um panorama espetacular sobre o Val d’Orcia vos acolherá a partir do miradouro. A cidadezinha é pequena e encantadora, visitável em um par de horas. Passeiem pela Corso Rossellino, a rua principal, até à Piazza Pio II – um verdadeiro joia renascentista com a Catedral, o Palazzo Piccolomini e o Palazzo Comunale. Notarão a harmonia perspetiva da praça, projetada pelo arquiteto Rossellino em apenas 3 anos (1459-62) para realizar a visão de Pio II. Entrem livremente na Catedral de Pienza, luminosa e sóbria, e reparem nas cricche (fissuras) nos pavimentos: o terreno argiloso brinca com a estrutura há séculos! Se estiver aberto, podem visitar (pagando, ~7 €) o Palazzo Piccolomini, residência papal voltada para o vale, com salas afrescadas e um alpendre panorâmico sobre o magnífico jardim suspenso à italiana. Sentir-se-ão nobres debruçados sobre as vossas terras. A não perder em Pienza: as ruelas com nomes românticos como Via dell’Amore e Via del Bacio – ótimas para fotos de casal!
Pienza é famosa também pelo seu queijo: o Pecorino de Pienza. Entrem numa loja como Marusco e Maria e deixem-se inebriar pelo perfume dos queijos curados. Provem as variantes com pimenta, com trufa, ou aquele curado em folhas de noz. Podem comprar um pedaço de pecorino para levar (embalado a vácuo para a viagem).
Almoço: Continuem o tour gastronómico almoçando numa das osterie de Pienza. Uma excelente escolha é a “Sette di Vino”, pequena enoteca na praça, famosa pelas suas tábuas de pecorinos e bruschettas acompanhadas pelo vinho Orcia DOC local. Com o bom tempo, sentem-se nas mesas ao ar livre na piazzetta di Spagna, degustando pecorino assado com mel e nozes ou pici cacio e pepe feitos em casa. Em alternativa, se estiverem em modo piquenique, voltem ao miradouro panorâmico (ou ao jardim público) e desfrutem ao ar livre dos salames e queijos comprados, com vista sobre as colinas – simples e inesquecível.
Tarde: Partam de carro em direção a Bagno Vignoni, a apenas 18 km de Pienza (cerca de 20 minutos). Ao longo da estrada atravessarão San Quirico d’Orcia: se tiverem tempo, façam uma paragem rápida para ver os Cipressini di San Quirico, um dos grupos de ciprestes mais fotografados do mundo, que se erguem num monte isolado criando uma imagem icónica (estão ao longo da SP146, há locais para parar). Prossigam depois para Bagno Vignoni. Esta pequenina aldeia termal surpreenderá: em vez da praça central há uma piscina termal medieval fumegante, cheia de água quente! Bagno Vignoni era já célebre no tempo dos romanos e de Santa Catarina (que vinha aqui banhar-se). Estacionem à entrada da aldeia e em dois passos estarão na Piazza delle Sorgenti, toda em redor da grande piscina retangular com água termal a 49°C. Não é permitido tomar banho na piscina histórica (apenas admirem o vapor e a atmosfera fora do tempo, especialmente se o dia estiver fresco). Contudo, podem mergulhar nos benefícios das termas de duas maneiras: ou consumindo algo com os pés de molho numa das piscinas termais dos hotéis/spa (algumas estão abertas também a não hóspedes, como o Hotel Posta Marcucci ou o Albergo Le Terme, que oferecem entradas diárias às suas piscinas ao ar livre com vista), ou gratuitamente indo às “ruínas dos moinhos” sob a aldeia, onde a água termal forma pequenos regatos e poças naturais tépidas. Um breve passeio (10 minutos a descer) leva-vos ao Parque dos Moinhos: ali podem simplesmente molhar as mãos na água quente ou fazer pedilúvios nos tanques escavados na rocha, rodeados pela paisagem. Lembrem-se de trazer uma toalha! Bagno Vignoni é parcialmente acessível: a praça-piscina é plana (também para carrinhos de bebé ok), enquanto descer aos moinhos requer calçado confortável e atenção (caminho de terra).
Depois de se relaxarem nas termas (ou de terem tirado mil fotos à piscina fumegante no centro da aldeia), desfrutem de um gelado ou de um café com vista para a água. Se almoçaram levemente, talvez seja hora de um docinho: provem os biscoitos ricciarelli ou cavallucci à venda na pequena mercearia, ou um cálice de Moscadello di Montalcino (vinho doce local) na enoteca.
Neste ponto, se não estiverem cansados e quiserem adicionar mais um tesouro, em 15 minutos de carro de Bagno Vignoni alcançam Montalcino, terra do Brunello. Montalcino ergue-se numa colina e oferece um centro medieval intacto e uma fortaleza poderosa. Do lado de baixo verão as vinhas que produzem um dos vinhos tintos mais prestigiados do mundo, o Brunello di Montalcino DOCG. Chegando à vila (estrada panorâmica entre olivais e vinhas, ~40 km de Siena no total), estacionem perto da fortaleza. Visitem a Rocca di Montalcino (entrada livre no pátio, paga se quiserem subir às muralhas, cerca de 4 €). A fortaleza de 1361 está bem conservada e das torres regala vistas magníficas sobre o vale e sobre o Monte Amiata. Dentro da Rocca há uma enoteca: podem parar para uma degustação de Brunello numa atmosfera histórica incomparável. Na aldeia, vale a pena ver a Piazza del Popolo com a loggia trecento e passear entre as enotecas e lojas: Montalcino é menos turístico que San Gimignano e mantém uma certa calma refinada. Se são enófilos, podem visitar o Museu do Brunello (nos arredores da cidade) ou simplesmente escolher uma garrafa de Brunello numa das lojas para levar como souvenir precioso (os preços não são económicos, mas uma garrafa de 2015 ou 2016 vale o investimento para os entendidos). Recordem que muitas enotecas oferecem degustações de Brunello ao cálice (a partir de 8 €) se quiserem prová-lo sem necessariamente comprar uma garrafa inteira.
Perto do fim da tarde, regresso a Siena (Siena dista cerca de 40 km de Montalcino, ~1 hora de condução). Desfrutem da paisagem ao pôr do sol enquanto voltam – as colinas assumirão cores douradas e as fileiras de ciprestes projectarão longas sombras nos campos: a essência da Toscana permanecerá nos vossos olhos e no coração.
Noite (fim do Dia 4): Chegados a Siena, provavelmente será hora de jantar. Para a última noite, podem jantar num local típico que proponha pratos à base dos produtos recém-descobertos: por exemplo, a Osteria Enoteca Sotto le Fonti (perto da Fontebranda) combina a cozinha sienense com uma excelente carta de vinhos – podem até abrir lá aquela garrafa de Brunello adquirida (normalmente alguns restaurantes permitem o cork fee se levarem a vossa garrafa). Ou então, a Osteria La Chiacchera (Costa di Sant’Antonio) oferece panorama sobre Siena e um menu toscano genuíno, ou permaneçam informais com um jantar à base de tábuas mistas e saladas, se fizeram um almoço abundante no Val d’Orcia. Concluam a noite talvez com uma caminhada digestiva até à próxima Basílica de San Francesco para ver a cidade noturna, ou simplesmente relaxem nas salas comuns do Hotel Minerva a recordar os quatro dias intensos que acabaram de passar. Parabéns, exploraram Siena e arredores em 4 dias! Viram praças góticas, torres medievais, colinas poéticas e provaram sabores únicos. Siena vos dirá até breve – e quem sabe, poderão voltar para o Palio ou para aprofundar algum canto deixado para trás. Boa viagem de regresso e obrigado por terem descoberto connosco estas maravilhas toscanas!
Resumo Dia 4 – Itinerário Val d’Orcia (de carro a partir do Hotel Minerva – circuito circular Siena–Val d’Orcia–Siena)
| Destino / Etapa | Distância de Siena | Duração da visita | Custo das principais entradas | Acessibilidade | Transportes (carro aconselhado) |
|---|---|---|---|---|---|
| Pienza (aldeia UNESCO) | ~55 km (1 h de carro) | 2 horas (centro histórico) | Acesso livre à aldeia Duomo grátis Palazzo Piccolomini 7 € (opcional) | Parcial (zonas planas no centro, algumas subidas leves) | 🚗 (Parques pagos fora das muralhas) |
| Miradouro de Pienza (panorama Val d’Orcia) | – (na aldeia) | 15 min (fotos) | Grátis | Sim (miradouro ao ar livre) | – (a pé) |
| Bagno Vignoni (aldeia termal) | ~50 km de Siena 18 km de Pienza (20 min) | 1-2 h (relax) | Acesso livre à aldeia e piscina histórica Fontes livres Parque dos Moinhos grátis Spa privado facultativo ~20-30 € entrada | Sim na praça central(Parcial para a área dos moinhos) | 🚗 (Estacionamento na entrada da aldeia) |
| Montalcino (aldeia do vinho) | ~40 km de Siena 30 km de Bagno Vignoni (30-40 min) | 1-2 horas (centro + fortaleza) | Acesso livre à aldeia Fortaleza: pátio livre, caminhos 4 € aprox. | Parcial (centro em declive, fortaleza com escadas para as torres) | 🚗 (Parques junto à fortaleza ou ao centro) |
| Degustação Brunello (Enoteca) | – (em Montalcino) | 30 min | 8-15 € por copo (Brunello) Caves fora da cidade sob reserva | Sim (enoteca na fortaleza acessível) | – |
| Ao longo da estrada: Ciprestes de S. Quirico, panoramas Val d’Orcia | ao longo do trajeto | Variável (paragens para fotos) | Grátis (pontos panorâmicos) | – | 🚗 |
Alternativa Chianti (opção Dia 4): em alternativa ao Val d’Orcia, podem dedicar o 4º dia à descoberta do Chianti Classico, ao norte de Siena. Este itinerário é ideal para os apaixonados por vinho tinto Chianti e por suaves colinas cobertas de vinhedos e bosques. Partam de Siena em direção a Castellina in Chianti (18 km), visitem a sua aldeia e a Rocca com vista sobre as vinhas. Sigam para Radda in Chianti (33 km de Siena, ~45 minutos), antigo capital da Liga do Chianti: passeiem pelo minúsculo centro e talvez almocem com crostini e Chianti numa tasca como a La Bottega di Giovannino. À tarde, podem fazer uma degustação numa quinta histórica – por exemplo no Castello di Brolio (Gaiole in Chianti), onde nasceu o Chianti moderno: o castelo é visitável com jardins e museu do vinho, e oferece degustações dos vinhos Barone Ricasoli. Ou escolham uma quinta mais pequena de gestão familiar ao longo da estrada SR222 “Chiantigiana” (há dezenas: procurem placas “Degustazione – Vendita diretta”). Desfrutarão de panoramas esplêndidos: filas de vinhas, olivais e aldeias como Volpaia ou Panzano que merecem uma paragem fotográfica. O regresso a Siena desde Radda é breve (cerca de 30 km). O Chianti é parcialmente possível também de autocarro (linhas para Radda/Castellina partem de Siena, mas horários reduzidos), porém, para visitar as caves dispersas pelas colinas, o carro é preferível. Se escolhem o Chianti, terão uma experiência diferente mas igualmente fascinante: menos “cartões-postais clássicos” talvez, mas mais contato com o mundo do vinho e com a Toscana rural das quintas.
FAQ – Perguntas frequentes sobre a viagem a Siena e arredores
P: É necessário alugar um carro para estas excursões ou é possível deslocar-se com os transportes públicos?
R: Depende dos destinos. Para o centro de Siena não é necessário carro: pelo contrário, é desaconselhado porque o centro é em grande parte pedonal/ZTL e visita-se muito bem a pé. O Hotel Minerva é centralíssimo, por isso para os Dias 1 e 2 movam-se a pé ou no máximo com pequenas viagens de autocarro urbano (bilhete 1,50 €) se estiverem cansados. Para os passeios fora da cidade: San Gimignano e Monteriggioni são acessíveis de autocarro (linha 130 de Siena para San Gimignano, com paragem a 3 km de Monteriggioni), mas os horários devem ser consultados e o autocarro demora mais que o carro. Se não tiverem carro, podem visitar San Gimignano de autocarro (partida da Piazza Gramsci), mas para Monteriggioni a ligação é menos direta (autocarros para a vila de Monteriggioni não são frequentes – eventualmente apanhar o autocarro para Castellina Scalo e caminhar ~2 km até ao castelo). Val d’Orcia e Chianti: aqui o carro é fortemente aconselhado. Aldeias como Pienza, Bagno Vignoni, Montalcino têm pouquíssimos autocarros (1-2 por dia) e nenhuma linha que os una comodamente num dia. Idem para percorrer o Chianti: existem autocarros para Radda/Gaiole mas não atingem as caves no campo. Se não tiverem carro, considerem juntar-se a um tour guiado organizado (há muitos a partir de Siena, para o Val d’Orcia ou Chianti, com minivan). Em alternativa, podem alugar um carro por 1-2 dias nas rent-a-car perto da estação de Siena. Nota: o Hotel Minerva oferece estacionamento vigiado a pagamento, mesmo fora da ZTL – muito conveniente para quem tem carro próprio ou alugado.
P: O Hotel Minerva tem estacionamento? Onde podemos deixar o carro em Siena e nas aldeias?
R: Sim, o Hotel Minerva dispõe de uma garagem privada vigiada (cerca de 12-20 € por dia para os hóspedes) com acesso direto ao hotel. Além disso, está situado fora da ZTL de Siena, por isso podem chegar de carro sem risco de multa. Nas proximidades há também lugares públicos na rua gratuitos durante a noite (19:00-9:00) a ~300 m do hotel. Para visitar o centro de Siena, convém deixar o carro no hotel ou usar os parques oficiais: por exemplo, o Parque Santa Caterina ou o Parque Stadio/Fortezza (~2 €/hora) de onde podem depois apanhar as escadas rolantes ou caminhar. Nas aldeias fora de Siena: Monteriggioni tem um parque pago mesmo fora das muralhas (tarifa ~2 €/hora, ou forfait diário económico). San Gimignano tem vários parques numerados (P1-P4) ao longo das portas, também pagos (cerca de 1,50-2 €/h). Na alta estação enchem-se rapidamente, portanto cheguem pela manhã. Pienza tem parques pagos imediatamente fora do centro histórico (linhas azuis, ~1,50 €/h). Bagno Vignoni idem, parque à entrada com parquímetro. Montalcino: estacionamento gratuito em redor da Fortaleza ou pago perto do centro. Em suma, em quase todas as aldeias principais encontrarão parques convenientes perto do centro histórico, mas contêm com alguns euros de gasto e tragam moedas para os parquímetros (nem todos aceitam cartões).
P: É necessário reservar os museus e as atrações com antecedência? É preciso comprar bilhetes online?
R: Em geral, em Siena não é estritamente necessário reservar os bilhetes com antecedência, exceto alguns casos particulares. O Duomo de Siena e a Torre del Mangia funcionam com bilheteira no local: podem comprar no momento (o Duomo raramente esgota entradas, a Torre del Mangia tem entradas controladas mas não reserváveis online – devem comprar o bilhete no Museu Cívico). Na alta estação (julho-agosto) ou nos feriados prolongados, pode ser útil ir cedo de manhã para evitar fila, especialmente para a Torre. Se quiserem fazer a visita especial Porta del Cielo (subterrâneos e sótãos do Duomo) então sim, essa deve ser reservada porque é com guia em horários fixos e lugares limitados – informem-se no site da Opera del Duomo. Museu Cívico, Pinacoteca, Santa Maria della Scala: não precisa de reserva, basta apresentar-se no horário de abertura. Também em San Gimignano os bilhetes para Duomo/Torre são comprados no local ou podem adquirir o San Gimignano Pass na bilheteira à chegada (não é obrigatório online). Quanto às termas e caves: se desejarem usufruir de um spa termal em Bagno Vignoni é aconselhável telefonar antes para verificar a disponibilidade, especialmente no fim de semana – algumas estruturas têm entradas limitadas. As caves do Chianti ou de Montalcino muitas vezes requerem reserva para tour e degustações, por isso se pretendem visitar uma cave específica (ex. Castello di Brolio, ou Banfi em Montalcino) melhor contactá-las no dia anterior. Em geral, porém, para o nosso itinerário base não deverão precisar de reservar nada com muita antecedência. Única exceção: se viajarem durante o Palio (2 de julho ou 16 de agosto), nesses dias particulares a cidade fica muito cheia e algumas atrações podem ter horários reduzidos ou acesso complicado; além disso convém reservar restaurantes e hotéis com bastante antecedência. Mas fora do Palio, podem improvisar tranquilamente a entrada nas atrações seguindo o vosso ritmo.
P: Quais são os horários das igrejas, museus e lojas? Tenho de ter em conta encerramentos semanais ou pausas de almoço?
R: Sim, é importante orientar-se com os horários italianos: muitos museus e lojas observam a pausa de almoço e alguns dias de encerramento semanal. Em Siena:
- Duomo de Siena: geralmente aberto das 10:30 às 17:30 (período de inverno) e até ~19:00 no verão; domingo e feriados abre apenas à tarde (13:30-17:30). Atenção: se chegarem na hora do almoço nos meses de baixa temporada, podem encontrá-lo temporariamente fechado porque a catedral permanece aberta mas o resto do complexo (museu, etc.) fecha das 12:30-13:30 durante a missa dominical. Melhor verificar no site da Opera del Duomo para horários atualizados, especialmente se houver celebrações especiais.
- Museu Cívico e Torre del Mangia: abertos todos os dias aproximadamente 10:00-19:00 no verão (última entrada Torre 18:15), e até às 16-17 no inverno. Encerramento a 25 de dezembro e variável a 1 de janeiro. A torre fecha em caso de chuva forte ou mau tempo por segurança.
- Pinacoteca Nacional: fechada às terças. Aberta segunda e feriados 9:00-13:30; quarta–domingo 9:00-19:00. Portanto atenção para não a planear numa terça.
- Santa Maria della Scala: aberta todos os dias exceto terça na baixa temporada (por ex. em janeiro estava terça fechada, qua-qui-sex 10:00-17:00, sábado até 19:00). Na alta temporada de verão, frequentemente aberta todos os dias 10:00-19:00. Verifiquem no site deles para segurança, mas geralmente segunda está aberta e terça pode estar fechada fora do período turístico.
- Igrejas: Basílica de San Domenico aberta ~7:00-18:30 (com pausa de almoço 12:30-14:00 aprox.). Santuário de Santa Catarina aberto 8:00-18:00. Basílica de San Francesco (a das “hóstias”) aberta manhã e tarde, com fechamento a meio do dia. Em geral, muitas igrejas fecham na faixa do almoço (13-15).
- Lojas: as lojas no centro de Siena (roupa, souvenirs, mercearias) normalmente abrem ~9:30 e fecham para a pausa por volta das 13:00, reabrindo 15:30-16:00 até às 19:30-20:00. No entanto, nas zonas turísticas centrais algumas permanecem abertas mesmo no início da tarde, especialmente ao fim de semana. Supermercados no centro são poucos, mas por exemplo o Conad na Via Pantaneto tem horário contínuo até às 20:00. As farmácias fazem turnos mas a da Piazza Matteotti está frequentemente aberta em horário prolongado.
- Restaurantes: ao almoço servem geralmente das 12:30 às 14:30, depois fecham e reabrem para jantar das 19:30 às 22:30 (os horários italianos de jantar são mais tardios que noutros países). Muitos restaurantes em Siena têm o dia de encerramento semanal, frequentemente quarta ou quinta, ou segunda ao almoço (após o fim de semana). As osterie mais pequenas fecham um dia (está indicado na porta). Os bares/cafés estão geralmente abertos das 7 às 20, alguns em horário contínuo. As gelatarias no centro fazem horários longos até tarde no verão.
Em síntese: atenção à terça (dia “crítico” para museus em Siena) e à faixa horária 13-15 em que muitas atrações fecham ou reduzem o serviço. Planeiem em conformidade, talvez aproveitando esse momento para o almoço ou para atividades ao ar livre.
P: Temos crianças pequenas – os itinerários são viáveis com carrinho de bebé? Existem atividades adequadas para elas?
R: Sim, os nossos itinerários podem ser adaptados às necessidades dos mais pequenos. Siena tem ruas medievais com sobe e desce e pavê, mas com um carrinho robusto podem deslocar-se por todo lado (talvez um modelo leve e manejável para enfrentar subidas íngremes). Tenham em conta que o centro tem trechos em declive (por exemplo do Duomo ao Campo há descida e depois subida), portanto contem com o esforço de empurrar! Algumas atrações porém não são acessíveis com carrinho: por exemplo, para subir à Torre del Mangia deverão fazer turnos (um dos pais sobe, o outro fica com os miúdos em baixo) e não é seguro levar um bebé ao colo até ao topo devido às escadas estreitas. O Duomo, por outro lado, sim, como dito tem rampa de acesso, e dentro há espaço suficiente para circular com o carrinho (talvez evitando horários de pico muito cheios). Em museus como Santa Maria della Scala, elevadores permitem o uso do carrinho. Para os deslocamentos, as crianças até 4 anos viajam gratuitamente em autocarros e camionetas em geral (não ocupando lugar). Se têm bebés muito pequenos, considerem uma faixa/porta-bebé para as zonas com escadas (Santuário de S. Catarina, fortalezas, etc.).
Como atividades adequadas: o Museu de História Natural (Fisiocritici) com o esqueleto de baleia e animais empalhados desperta a curiosidade das crianças. O Orto de’ Pecci é perfeito: liberdade total no relvado, animais da quinta para ver e comida simples no restaurante (eles têm cadeirinhas e menu infantil). A Fortaleza Médici é ideal para fazê-los correr em segurança (há muros mas podem vigiá-los, e um pequeno parque de jogos ao lado do estádio). Gelados e doces não faltarão para recompensá-los: procurem as gelatarias artesanais mencionadas (em San Gimignano, por exemplo, há uma praça com carrossel). Nas aldeias, Monteriggioni encanta os miúdos porque parece um castelo de conto – há um pequeno Museu das Armaduras onde podem até experimentar capacetes e armaduras em miniatura, divertido e pouco dispendioso. No Val d’Orcia, Bagno Vignoni com a água quente vai fasciná-los (obviamente, atenção para não se aproximarem demais ou arriscarem mergulhar na piscina histórica! Melhor levá-los às poças livres em baixo nos moinhos, onde podem brincar com água morna com relativa segurança). As estradas de terra com ciprestes podem tornar-se um cenário de “aventura” se lhes contarem histórias de cavaleiros ou fadas.
Na prática, as crianças são bem-vindas em todo o lado em Siena (a cidade é tranquila e segura). Organizem os dias prevendo pausas frequentes: um parque, um gelado, um momento de brincadeira. Na Piazza del Campo as crianças divertem-se muitas vezes a correr atrás dos pombos ou a rolar na inclinação da praça – deixem-nos descomprimir ali, talvez nas horas menos cheias. Nos restaurantes, muitos oferecem meias porções ou pratos simples adequados (massa com tomate, costeleta com batatas fritas, etc.). E lembrem-se de que crianças até determinadas idades entram gratuitamente em várias atrações: Duomo grátis até 6 anos, Santa Maria até 11, Torre del Mangia até 11, museus estatais até 18 grátis (Pinacoteca gratuito <18). Não esqueçam de perguntar se têm descontos família (ex. bilhete família Torre del Mangia 40 € para 2 adultos + filhos). Em suma, Siena com crianças é possível, com um pouco de flexibilidade.
P: Onde podemos comer gastando pouco e provando a cozinha local?
R: Siena está cheia de trattorias e enotecas onde se come bem sem gastar muito. Aqui estão algumas sugestões gastronómicas:
- Trattoria Papei (Piazza del Mercato, Siena): cozinha toscana autêntica, frequentada também pelos locais. Pratos recomendados: pici com ragù de javali, ribollita, trippa alla sienese. Ambiente informal, mesas ao ar livre no verão. Preços honestos (pratos de massa ~8-9 €, segundos 12-15 €).
- Osteria Permalico (Vicolo di Provenzano, Siena): osteria familiar a dois passos da Piazza del Campo. Especialidades: pici all’aglione, tábua de enchidos toscanos, com vinho da casa honesto. Local pequeno, convém chegar cedo. Muito amada por estudantes e gente local pelo bom valor.
- Osteria La Chiacchera (Costa di Sant’Antonio, Siena): acessível descendo uma escadaria pitoresca perto do Duomo. Tem um terraço com vista estupenda sobre as colinas. Propõe pratos caseiros como pasta alle briciole, coelho à caçadora e doces caseiros. Preços médios mas vista impagável. Perfeita para um almoço ao sol.
- Caffè Nannini (Banchi di Sopra, Siena): para pequeno-almoço ou lanche, paragem obrigatória. É a pastelaria histórica da família do famoso cantor. Provem os cantucci, os ricciarelli e o panforte acompanhados de um bom cappuccino. Preços de bar/pastelaria (café ~1,20 €, bolos 1,50-2 €), ambiente elegante mas acolhedor.
- Il Bandierino (Piazza del Campo, Siena): um dos bares/restaurantes de frente para o Campo. Para aperitivo ou lanche com vista. Servem tábuas, bruschettas, saladas e pratos de massa. Os preços são um pouco turísticos devido à localização, mas vale a pena sentar-se uma hora na praça saboreando um crostino toscano e um copo de Chianti.
- Bar dell’Orso (Località Monteriggioni, Castellina Scalo): se estiverem de carro e passarem por Monteriggioni na hora do almoço, parem aqui! Este local rústico mesmo fora da aldeia é famoso pelos sanduíches de lampredotto e pela porchetta, além de massas do dia. Frequentado por camionistas e locais – sinal de autenticidade. Económico e abundante (um sanduíche recheado gigante ~5 €).
- Gelateria Dondoli (Piazza Cisterna, San Gimignano): como já referido, gelado top! Sabores recomendados: Crema di Santa Fina, Açafrão e pinhões, sorvete Vernaccia. Porções generosas. Preços normais (cone médio 3-4 €). Muitas vezes há fila, mas avança rápido. Vencedora de prémios mundiais, a não perder para os gulosos.
- Le Vecchie Mura (San Gimignano): restaurante com panorama top sobre os vales. Propõe cozinha toscana e pizza. Preços na norma turística (pratos de massa 9-12 €, segundos 16-18 €), mas a vista vale o suplemento. Reservem uma mesa no terraço. Adequado para casais para jantar romântico.
- Sette di Vino (Piazza di Spagna, Pienza): pequena enoteca com cozinha. Famosa pelos seus crostini e ribollita servidos em tigelas de terracota. Propõe tábuas de pecorino de Pienza em várias maturações com mostardas – paraíso para quem gosta de queijo. Ótimos vinhos a copo (com possibilidade de experimentar o Orcia DOC local). Poucos lugares, ambiente simples. Conta de cerca de 15-20 € por pessoa com vinho.
- Trattoria Latte di Luna (Pienza): uma alternativa válida em Pienza, conhecida pelos pici feitos à mão e pelo leitão assado. Tem um agradável jardim exterior. Excelente relação qualidade-preço (entrada, prato de massa, sobremesa por ~25 €). Necessária reserva no verão.
- Enoteca La Fortezza (Montalcino): dentro da fortaleza de Montalcino, uma enoteca onde acompanhar um cálice de Brunello com crostini toscanos ou pecorino local. Oferecem também almoços ligeiros (sopas, enchidos). Atmosfera sugestiva entre os muros medievais. Preços do vinho adequados ao Brunello (cálices 8-10 €), comida a preços módicos.
Em geral, para o almoço podem muitas vezes orientar-se com um lanche: as padarias vendem focaccia recheada, ciaccino (focaccia) e pizza à fatia. Uma boa padaria em Siena é o Il Magnifico (Via dei Pellegrini) – provem a focaccia com alecrim e azeite, divina. Para o jantar, vale a pena sentar-se com calma e aproveitar a noite: os italianos jantam mais tarde, portanto não se surpreendam se por volta das 19h os locais estiverem semi-vazios, o pico é a partir das 20:30.
Conselhos personalizados para vários tipos de turistas
Cada viajante é diferente: aqui estão alguns conselhos orientados para desfrutar de Siena e arredores conforme as vossas necessidades e interesses.
- Famílias com crianças: Como já mencionado, programem os dias com ritmos flexíveis. Levem convosco snacks, água e talvez uma pequena bola ou bolinhas de sabão para entretê-los durante as visitas (a Piazza del Campo presta-se a uma partida improvisada quando não está cheia!). Aproveitem os lugares onde podem libertar-se: Orto de’ Pecci (têm também baloiços e animais), os jardins da Lizza perto da Fortaleza (há um parque infantil e carrosséis no verão), os bastiões da Fortaleza para correrem em segurança. Envolvam-nos nas histórias: contem a lenda de Senius e Aschius (fundadores de Siena perseguidos pela loba), ou façam uma “caça às Contrade” – os miúdos vão divertir-se a encontrar nas ruas as fontanelhas ou placas com os símbolos dos animais das Contrade (um jogo educativo e divertido). Nos restaurantes, peçam meias porções como foi dito, e não se preocupem se fizerem barulho: os italianos adoram crianças, receberão sorrisos cúmplices em vez de olhares reprovadores. Uma última dica: gelados e pastelarias podem ser incentivos (ex. “se subirmos até ao Duomo, depois gelado!” 😉). Siena é uma cidade à medida das crianças: sem carros no centro, distâncias fáceis e muita estimulação visual (bandeiras, tambores se apanharem um ensaio de Contrada, cavalos…). Verão que eles também ficarão conquistados.
- Casais em viagem romântica: Siena é frequentemente menos considerada que Florença para viagens de casal, mas na realidade é muito romântica. As suas vistas medievais ao pôr do sol, as ruelas silenciosas à noite, as luzes suaves… criem momentos especiais: por exemplo, subam à Torre del Mangia perto da hora de fecho para se encontrarem quase sozinhos no topo com a cidade aos vossos pés – é uma experiência de bater coração. Ou jantem num restaurante íntimo como La Taverna di San Giuseppe (fica numa gruta de pedra de 1100, com luz de velas). Passeiem de mãos dadas na Via di Pantaneto depois do jantar, onde há locais com música jazz ao vivo (o clube Un Tubo – verifiquem se há concertos). No Val d’Orcia, nada mais romântico do que observar o pôr do sol a partir das varandas de Pienza com os campos ondulados, talvez partilhando um copo de vinho. Em Bagno Vignoni, concedam-se um banho termal a dois sob as estrelas (muitos hotéis termais têm aberturas noturnas). E que dizer de Monteriggioni à noite? Se pernoitarem na zona, a aldeia iluminada e quase deserta após os visitantes é um ninho de amor. No Chianti, uma degustação de vinhos num castelo ou um piquenique entre as fileiras ao pôr do sol pode ser uma lembrança inesquecível. Além disso, Siena oferece cenários lindos para fotos de casal – coloquem a câmara num tripé e imortalizem-se com a Piazza del Campo deserta ao nascer do sol, por exemplo. Enfim, aproveitem a atmosfera lenta e sem stress: aqui ninguém vos apressa, reservem tempo para vocês dois.
- Viajantes solos: Se viajarem sozinhos, Siena é um lugar agradável e seguro onde se sentirão à vontade. Para socializar, podem participar em algumas visitas guiadas (walking tour de Siena, tour do vinho no Chianti) para conhecer outros viajantes. À noite, a zona da Piazza del Campo e da Via Pantaneto está cheia de locais informais onde é fácil conversar: por exemplo, sentem-se ao balcão de uma enoteca como a Liberamente Osteria no Campo – ao saborear uma bebida, frequentemente iniciarão conversa com alguém. Sendo Siena uma cidade universitária, existem muitos jovens também internacionais: experimentem o pub The Freak Bar ou o Cuchina Sounds em Pantaneto, pontos de encontro conhecidos de estudantes e Erasmus, onde organizam noites musicais ou intercâmbio linguístico. Os anfitriões do Airbnb locais ou o pessoal do Hotel Minerva também terão prazer em vos dar conselhos e histórias (a hospitalidade toscana é calorosa). Para a segurança, já foi dito, podem circular por todo o lado com tranquilidade. Uma vantagem de viajar sozinho: poderão personalizar os tempos como quiserem – talvez demorar mais na Pinacoteca se amarem a arte medieval sem que ninguém suspire, ou subir todas as torres disponíveis! Para as refeições, nenhum embaraço: muitos pequenos restaurantes têm mesas ao ar livre perfeitas para um, e se preferirem podem também levar comida para fora (queijos, enchidos, street food) e fazer piqueniques urbanos. Um lugar agradável para um almoço a solo é nos jardins da Fontebranda: comprem uma sanduíche e sentem-se perto da fonte medieval, desfrutando da paz. Lembrem-se: Siena também é meditativa – passear por ruelas semi vazias de manhã cedo ou à noite far-vos-á sentir num cenário de outros tempos, uma experiência que quem viaja em grupo às vezes não capta tanto.
- Estudantes e jovens viajantes com baixo orçamento: Bem, Siena oferece várias oportunidades económicas e divertidas. Além dos locais “cheap eats” listados (Permalico, sanduíches, etc.), saibam que, como estudantes até 25 anos, têm descontos nos museus estatais (Pinacoteca 2 €) e podem aproveitar as primeiras segundas-feiras do mês gratuitas. Podem considerar hospedar-se em hostel ou quartos de hóspedes para economizar (há um chamado Siena Hostel Guidoriccio um pouco fora do centro, ou muitos quartos de hóspedes a cerca de 40 €/noite em baixa temporada no centro). O Hotel Minerva de qualquer forma oferece frequentemente ofertas para estudantes (sendo perto da universidade, é apreciado para congressos). Uma dica: Siena é sede de uma grande universidade, por isso encontrarão cantinas universitárias onde por poucos euros se almoça (há uma na via Sant’Agata e outra no San Francesco). Não é necessário estar inscrito na universidade para aceder: perguntem se aceitam externos pagantes, geralmente sim por cerca de 10 € o almoço completo. Para a noite, como já foi dito, a movida estudantil concentra-se na Via Pantaneto e arredores: cervejarias como La Diana oferecem cervejas artesanais locais (ex. Birrificio La Diana produz em Siena). Experimentem também a bebida típica sienense: a Mischiata (uma mistura de licores… forte, vão devagar!). Se quiserem discoteca, em Siena cidade não há grandes, mas há pubs com música até tarde. Ou podem apanhar um autocarro para a Casa del Popolo de Castellina Scalo quando fazem as “festas anos 2000” dançantes (uma experiência italiana genuína!). Outra sugestão: o Palio dei Somari de Torrita di Siena (março) ou festas de aldeia nos arredores – participem e terão um vislumbre genuíno de vida toscana gastando pouco (massa nas festas a 5 €, vinho a 1 €). Se estiverem no verão, informem-se sobre eventuais concertos na Fortaleza ou cinema ao ar livre – frequentemente gratuitos ou a baixo preço. Em suma, há divertimento sem se arruinarem, e a cidade está cheia de coetâneos com quem fazer amizade.
- Trabalhadores em viagem (bleisure): Se estiverem em Siena por trabalho ou querem unir teletrabalho e turismo, o Hotel Minerva oferece wi-fi e provavelmente espaços business tranquilos (também dispõe de salas de reunião se necessário). Podem organizar as visitas em meia jornada e dedicar a outra metade ao trabalho. Por exemplo, podem trabalhar de manhã a partir do vosso hotel (ou num coworking – em Siena há um chamado Simpol Labs no centro) e depois sair à tarde para um itinerário reduzido. Ou vice-versa, fazer os passeios turísticos de manhã cedo e trabalhar a partir das 14 quando faz mais calor. Siena é uma cidade “slow” que se adapta bem a quem trabalha: as pausas para almoço são relaxadas, podem almoçar em 1 hora numa osteria e regressar aos e-mails. À noite, depois do trabalho, há muito para ver sem ter de percorrer grandes distâncias – uma grande vantagem. Por exemplo, terminem as chamadas às 18h, em 5 minutos estarão a passear na Piazza del Campo com um gelado. Tentem inserir na vossa agenda uma “walking meeting” nas muralhas da Fortaleza – quem sabe se o ar toscano não inspira uma boa ideia criativa! Se tiverem o carro de empresa, atenção à ZTL como já foi dito: o Minerva estando mesmo fora facilita-vos, mas se se moverem no centro informem-se sobre os horários das portas (normalmente 7:30-20). Outra coisa: às vezes por trabalho há pouco tempo, portanto se tiverem de cortar algo, concentrem-se em um ou dois destaques (ex. Duomo e Campo) e talvez contratem um guia privado para otimizar (em 2 horas ele conta-vos a história sienense enquanto vêem os pontos principais – custo ~120 € dividindo talvez com colegas). Adicionalmente, informem-se no hotel se oferecem serviço de lavandaria expresso se estão em viagem de negócios longa, e informem-se dos transportes para o aeroporto se precisarem: de Siena há um autocarro direto para o Aeroporto de Florença e para Roma Fiumicino (conveniente para voltar pós-trabalho sem ir a Florença cidade). Conciliar trabalho e prazer em Siena é possível e, na verdade, o contexto relaxante aumenta a produtividade (palavra de quem vos escreve, que já estudou e trabalhou aqui!).
Esperamos que estas dicas vos ajudem a viver Siena e arredores da melhor forma, independentemente do tipo de viajantes que são. A cidade do Palio vos acolherá de braços abertos e, temos a certeza, oferecerá quatro dias inesquecíveis entre arte, paisagens e boa comida. Boa viagem e bom divertimento na terra sienense! 🏰🌻🍷
